
Eu sempre quis outra metade. Não que precisasse, não sou desse tipo de pessoa... Só achei que seria bom, sei lá. Então veio você. Ou eu vim pra você, como, tão insistentemente, você gosta de dizer. Que eu te salvei, e te salvo, diariamente. Mas eu não sou tão boa com as palavras como tu. E eu nunca digo que te amo, mesmo quando tu faz questão de lembrar o quanto me ama. Eu sempre acreditei que dá, sim, pra perceber que tua vida está prestes a mudar. Tem sempre um 'momento'. Aquela hora que tu pára e pensa "Isso é o começo de algo muito, muito grande". Tudo bem, coisa de filme, mas acontece. E foi assim, o tempo parou. E quando voltou a andar, tudo estava tão irreversivelmente diferente. O cinema, como parte da nossa vida, entrou em ação e fez cada momento tão único. Triste ou feliz, estava tudo no roteiro e a fotografia era perfeita. Os discursos impactantes, a trilha sonora. Como gêmeas siamêsas, ligadas pela mente, nós seguimos. O que tu sentes, eu entendo. O que eu penso, tu já sabes. No lado negro da força eu te encontrei, e pelos nossos poderes combinados fez-se luz. Mas uma iluminação diferente, não daquelas que se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso. Isso seria uma constante, e nós sabiamos desde o momento em que o tempo parou.
Porque, minha querida, quando eu vejo você, eu vejo a mim mesma.
Parabéns, querida. Feliz dia teu.
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