É o último dia do mês e, estranhamente, eu me dei conta disso logo após a meia noite. Não consegui durmir de novo. Como se fosse a big deal. Mas o lance é que é sim. Não sei porque, mas sempre tive a sensação esquisita com relação a fevereiro. É um bom mês, claro, tem as férias, o carnaval e tudo mais. Mas esse final nunca me desceu pela goela. Essa gambiarra que fizeram de juntar as horas que sobram em um dia a mais a cada quatro anos é simplesmente muito estranha. E como fica quem faz aniversário dia 29? Certo, comemora dia 28 ou dia 1° de março, mas admita, a pessoa perde um pouco da identidade pessoal, certo? Eu perderia. Mas o caso é que, acabando em 28 ou 29, fevereiro sempre me trás uma sensação estranha. De começo, de fim, de meio, de tran-si-tó-rio. Alguns anos me bate mais forte até que a virada do ano. Como se o ano começasse mesmo a partir de março. Ai se sêsse. Então eu tenho a mania horrível que já cultivo há alguns anos de vadiar durante os dois primeiros meses do ano. Começando as aulas ou não, com ou sem responsabilidades. A minha mente não funciona, fico fechada para balanço e tudo que acontece nesse meio tempo é meio nebuloso, como se não fosse real. Empurro com a barriga até março, a partir daí eu posso começar a viver. Nesse ano não foi diferente. Eu fiquei entediada, como sempre e não sei pra onde correr agora. Porque voltar ao que eu era e aonde eu estava é inconcebível. Tenho muito em mim que eu quero botar pra fora e botar em prática. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente. O mais importante é me desfazer do que não é importante, não mais. Mas é isso, tudo bem, se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes.
Às vezes,quando se é jovem, você acha que nada pode te machucar. É como ser invencível. Sua vida toda está a sua frente e você tem grandes planos. Grandes Planos. Achar seu par perfeito. Aquele que te completa. Mas conforme vai envelhecendo, percebe que nem sempre é tão fácil assim. Só no fim da vida percebe que os planos que fez são só planos. Pois no final, quando olha pra trás ao invés de pra frente... o que você quer é acreditar que fez o máximo com o que a vida te deu. Quer acreditar que está deixando algo de bom pra trás. Você quer que tudo tenha sido importante. Às vezes parece que foi ontem. Formando-se no colégio, dizendo adeus. Aquela sensação que você tem aos 17 ou 18 anos, que ninguém no mundo esteve tão próximo... Amou tão ferozmente... Riu com tanta vontade... Ou importou-se tanto assim. Às vezes parece que foi ontem. E às vezes... parecem as lembranças de outra pessoa. Eu tenho 20 anos agora, sou adulta e de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa das pessoas, dos lugares, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento pelas outras pessoas que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser nova em 2009. Então hoje eu vou sair, vou me arrumar e sair pra dançar. E quando der março eu vou estar afogada em serotonina, hopefully.
Às vezes,quando se é jovem, você acha que nada pode te machucar. É como ser invencível. Sua vida toda está a sua frente e você tem grandes planos. Grandes Planos. Achar seu par perfeito. Aquele que te completa. Mas conforme vai envelhecendo, percebe que nem sempre é tão fácil assim. Só no fim da vida percebe que os planos que fez são só planos. Pois no final, quando olha pra trás ao invés de pra frente... o que você quer é acreditar que fez o máximo com o que a vida te deu. Quer acreditar que está deixando algo de bom pra trás. Você quer que tudo tenha sido importante. Às vezes parece que foi ontem. Formando-se no colégio, dizendo adeus. Aquela sensação que você tem aos 17 ou 18 anos, que ninguém no mundo esteve tão próximo... Amou tão ferozmente... Riu com tanta vontade... Ou importou-se tanto assim. Às vezes parece que foi ontem. E às vezes... parecem as lembranças de outra pessoa. Eu tenho 20 anos agora, sou adulta e de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa das pessoas, dos lugares, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento pelas outras pessoas que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser nova em 2009. Então hoje eu vou sair, vou me arrumar e sair pra dançar. E quando der março eu vou estar afogada em serotonina, hopefully.
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